
MEU TRABALHO
Sensibilidade, escuta intui(a)tiva e simbologias
Quem sou
Psicóloga clínica de orientação junguiana, professora universitária e profissional dedicada ao estudo dos processos de transformação humana.
Como trabalho
As sessões de psicoterapia acontecem semanalmente, com duração de 50 minutos, em horário fixo previamente combinado.
A regularidade dos encontros favorece a construção do vínculo terapêutico, o acompanhamento dos processos vividos e o aprofundamento das questões que emergem ao longo da travessia. O horário reservado é destinado exclusivamente a você, por isso a pontualidade e a comunicação prévia em casos de necessidade de alteração são importantes para a continuidade do trabalho.
Minha escuta clínica
Meu trabalho parte de uma escuta cuidadosa, acolhedora e profunda, que considera não apenas aquilo que pode ser dito, mas também o que aparece nos silêncios, nas emoções, nos sonhos, nas imagens e nas manifestações do corpo.
A Psicologia Junguiana compreende a experiência humana como um processo de ampliação da consciência e de construção de uma relação mais verdadeira consigo mesma. Na psicoterapia, investigamos os conflitos, padrões, desejos e conteúdos que, muitas vezes, permanecem fora do campo consciente.
O corpo também participa dessa escuta. Sensações, tensões, desconfortos e mudanças corporais podem expressar aspectos da experiência que ainda não encontraram palavras. Por isso, busco compreender o corpo como parte da história e da subjetividade de cada pessoa.
Os símbolos, presentes nos sonhos, nas imagens, nas narrativas e nas experiências cotidianas, podem abrir caminhos para novos sentidos. Eles não são interpretados de maneira pronta ou universal, mas explorados a partir da história, do momento de vida e da singularidade de quem os vivencia.
O processo terapêutico é construído em conjunto, respeitando o tempo e os limites de cada pessoa. Meu papel não é oferecer respostas prontas ou indicar qual caminho seguir, mas acompanhar você na compreensão de sua história, no reconhecimento de seus recursos e na construção de possibilidades mais conscientes e coerentes com quem é.
Sobre a Moira
Uma história sobre presença
Também queria contar uma história que me ajudou a perceber como as pessoas me veem, mas do que falar só palavras bonitas sobre mim mesma: em 2019 fiz um curso no Itaú Cultural sobre comunidade surda. Nunca tinha experiência com a população surda, mas logo descobri que você ganha um sinal, em libras, para simplificar sua identidade e seu nome. Eis que tava na roda de pessoas ouvintes e não ouvintes, uma mulher e um cara surdo ficaram me olhando, pra reconhecer algo que fosse bem meu e me dar o sinal. Os dois se entreolharam e sinalizaram a bochecha. Achei fofo, afinal eu tenho uma bochecha saliente. Mas a tradutora de libras que estava ao meu lado e também do deles comentou que era sobre meu sorriso. Porque eu era alguém sorridente e que desde o começo do curso sorria pra todo mundo, e eu fazia isso antes mesmo de me comunicar com a fala. Me emocionei e apertei o sorriso segurando a lágrima.
Como nossa presença comunica antes mesmo da gente intencionalmente mostrar algo. E como esse outro nos percebe. As vezes penso que tem algo de nossa essência que se manifesta mesmo quando não sabemos e que as pessoas reconhecem. Como o autoconhecimento pode ser auto reconhecimento a partir das outras pessoas, afinal nunca nos fazemos sozinhos.
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